Se você ouviu “não trabalhamos com veículos acima de 15 anos” ou “carro de leilão a gente não aceita”, este artigo é sobre a sua situação. É uma das dores mais frequentes de quem procura proteção veicular, e uma das poucas em que existe solução clara.
Por que o seguro tradicional recusa
Não é implicância, é cálculo. Seguradoras recusam ou encarecem esses veículos por três motivos:
- Peças difíceis: reparo de carro antigo demora mais e custa mais em relação ao valor do veículo
- Perda total antecipada: em carro de FIPE baixa, um reparo médio já supera o percentual que define perda total
- Histórico de leilão: sinistro anterior, recuperação de perda total ou passagem por leilão elevam o risco na régua da seguradora
Para a seguradora, a conta não fecha. Só que o carro continua sendo seu, continua na rua e continua exposto ao mesmo risco de roubo e colisão.
Por que a proteção veicular aceita
O modelo é diferente. Como funciona por rateio entre associados e não por precificação individual de risco, a associação não precisa penalizar cada perfil. O valor acompanha principalmente a FIPE do veículo: e carro antigo tem FIPE menor, o que geralmente resulta em mensalidade menor.
Na prática, o que o seguro trata como problema aqui vira um caso comum.
O que costuma ser aceito
- Carros com mais de 15 ou 20 anos de fabricação
- Veículos de leilão já regularizados e com documentação em ordem
- Carros com sinistro anterior recuperado
- Veículos usados para trabalho: aplicativo, entrega, representação
- Motos, inclusive as de maior cilindrada
Importante e honesto: “costuma aceitar” não é “aceita sempre”. O veículo precisa estar com documentação regular e passar pela vistoria. O que muda é que a idade e o histórico de leilão, sozinhos, não são motivo automático de recusa.
O ponto que você precisa entender sobre indenização
Este é o item que mais gera frustração, então vale a clareza: a indenização é de até 100% da tabela FIPE do veículo. Se o seu carro vale R$ 18 mil na FIPE, é esse o teto, não o valor que você pagaria para comprar outro igual hoje no mercado.
Para carro antigo isso costuma ser justo, mas precisa estar claro antes. Consulte a FIPE do seu veículo e já saiba o número com que está trabalhando.
O que a proteção cobre no carro antigo
A cobertura é a mesma de qualquer outro veículo:
- Colisão, roubo e furto
- Incêndio, inclusive proveniente de colisão
- Fenômenos naturais: enchente, granizo e queda de árvore
- Vidros, faróis, lanternas e retrovisores
- Danos materiais e corporais a terceiros
- Assistência 24h com guincho em todo o Brasil
A assistência 24h, aliás, costuma pesar mais para quem tem carro antigo. Pane elétrica, bateria e guincho acontecem com mais frequência.
Vale a pena proteger um carro de FIPE baixa?
A conta a fazer é simples. Se o carro vale R$ 15 mil e você não tem esse dinheiro guardado para repor amanhã, a resposta costuma ser sim.
E tem um ponto que muita gente esquece: a cobertura de danos a terceiros não depende do valor do seu carro. Se você bate num veículo caro, o prejuízo é o mesmo dirigindo um carro de R$ 15 mil ou de R$ 150 mil. É frequentemente esse o risco maior, não o seu próprio veículo.
Descubra hoje se o seu é aceito
Mande marca, modelo e ano pelo WhatsApp e informe se o veículo tem origem de leilão ou sinistro anterior. A resposta vem direto, sem rodeio: aceita ou não aceita, e por qual valor. Não há análise de perfil e não custa nada perguntar.
A Tamara atende 17 estados brasileiros. Veja se a sua cidade está na área de cobertura.